O cancelamento na internet é um fenômeno que envolve muitos jovens adultos atualmente. Ele, no sentido literal da palavra, “cancela” uma pessoa que fez algo contra os padrões contemporâneos da sociedade.

 

Além do conhecido caso da Carol Conká no Programa Big Brother Brasil, vejamos também o exemplo de J. K. Rowling, a escritora da saga de livros Harry Potter. Ela comentou em sua conta do Twitter, frases contra o senso de liberdade da comunidade LGBTQ+. Falou que apenas as pessoas que menstruam são as mulheres que, assim nascem e continuam na vida no sexo feminino.

 

Confira abaixo o pronunciamento oficial feito pela autora:

 

Original (Inglês):

‘People who menstruate.’ I’m sure there used to be a word for those people. Someone help me out. Wumben? Wimpund? Woomud?

Opinion: Creating a more equal post-COVID-19 world for people who menstruate

 

Tradução Português:

‘Pessoas que menstruam’. Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Alguém me ajude. Wumben? Wimpund? Woomud?

Opinião: Criando um mundo pós-COVID-19 mais igualitário para pessoas que menstruam

 

Obs: ela cita as palavras “Wumben“, “Winpund” e “Woomud” porque faz referência à palavra “Woman“, que em português é Mulher.

 

Após essas declarações, obviamente ela foi atacada pela comunidade dos Gays, das Lésbicas, dos Bissexuais e entre outros. Claramente as pessoas se sentiram ofendidas por estarem envolvidas na hipocrisia da autora que tanto elogiava as atitudes de “sair do armário”, em Harry Potter, e serem ridicularizadas ao mesmo tempo por ela após os tweets.

 

Mas será mesmo que compensa cancelar uma autora que podia reescrever sua história? Privar ela de novas oportunidades para sua redenção?

 

Veja agora um artigo de opinião sobre o assunto:

 

 

As Proeminentes correntes emocionais

Elias Freitas, 07/03/21 

 

Segundo Napoleon Hill, o medo da crítica inferniza o homem há incontáveis gerações. Atualmente, esse fenômeno se perpetua nas redes sociais através do cancelamento. Esse novo meio da propagação do medo determina os valores éticos de um individuo que tomou atitudes consideradas errôneas. Logo, analisamos que os proeminentes meios de acorrentar emocionalmente as pessoas, limitam o crescimento da sociedade e compõe a fraqueza humana.

O livro “Mais Esperto que o Diabo” do autor já citado Napoleon Hill, faz referência ao sentimento medo. Essa emoção que desencoraja e corrói a racionalidade é facilmente encontrada nas vítimas de ataques de cancelamento na internet. A partir dessa perspectiva, entendemos o receio e a frustação dos ‘cancelados’ em inovar nas suas decisões que poderiam contornar o passado condenado. Dessa forma, os meios de punição, muitas vezes criados por irresponsáveis, são inadequados, visto que podem arruinar a vida de uma pessoa.

Dale Carnegie foi um autor de vários “best-sellers”, livros com alto número de vendas, e é responsável pela fundação de cursos que leva o seu nome. Diante disso, é possível saber em um dos seus livros chamado “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” um princípio que mudou gerações. O princípio trata-se da não criticar, não condenar e nem tão pouco se queixar, tendo em vista que a crítica gera o ressentimento e fere o orgulho do alvo. Analogamente, a cultura do cancelamento é semelhante e pode gerar disputas que prejudicam ambos os lados envolvidos.

Portanto, em virtude dos fatos supracitados, enxergamos as consequências maléficas ao cancelar celebridades, políticos e outros poderosos de influência. Logo, essas limitações sociais não contribuem para a evolução da civilização e juntamente com o egocentrismo, inveja e ódio, forma a parte debilitada de nossa espécie.

 

 

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Elaborado e Postado por: Elias Freitas

Foto principal/capa: Elias Freitas – POP