De acordo com José Lucena, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal, a Prefeitura de Natal e o governo do Rio Grande do Norte não devem recomendar novas restrições por meio de decretos para o comércio por causa da pandemia da Covid-19 no Estado.

Durante uma entrevista concedida à Jovem Pan News na quinta-feira (17), o presidente da CDL disse o seguinte: “A gente quer que o governo se sensibilize o máximo possível. Nós empresários estamos passando pelo que Manaus passou há um mês: está faltando oxigênio para muita gente. A situação está muito difícil”.

José Lucena afirmou ainda que não acredita que o comércio possua responsabilidade e relação com o aumento do número de casos de covid-19 no Rio Grande do Norte, ao afirmar que a classe dos empresários realiza os cuidados exigidos pelas autoridades competentes, além de seguir os devidos protocolos sanitários. Somado a isso, Lucena disse que o responsável pelo aumento do número de infectados é a falta de consciência da população, a qual vem relaxando nas medidas preventivas para evitar a propagação do vírus. Ele disse o seguinte: “Já se passou um ano desde o início da pandemia e estamos com os mesmos problemas. Estamos vendo o empenho do Poder Público, mas a população de uma maneira geral não está colaborando com isso. As empresas estão fazendo os protocolos e estão sendo unidas”.

No que se refere a um possível decreto que restrinja as atividades no comércio, bem como que as medidas sejam mais rígidas sobre o distanciamento social,  José Lucena disse que é preciso que o Poder Público tenha “sensibilidade em relação a disponibilizar auxílios para a manutenção dos empregos e garantir a algum meio da classe empresarial de garantirem os serviços em pleno funcionamento”.

Por fim, ele disse: “O que queremos é que, pelo menos, mantenham o decreto anterior. Se mexer muito pesado, vão, infelizmente, acontecer mais demissões do que vêm acontecendo. Muita empresa não terá caixa para continuar andando. Vai aumentar o desemprego em nossa cidade. Ninguém aguenta retroceder”. “Ficar em casa é bonito para quem tem seu salário garantido, mas para o empresário, que tem que todo dia estar em seu comércio, abrindo suas portas, tendo o apurado para pagar seus compromissos, é muito difícil”.

Referência: Grande Ponto